Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul) investiga um estupro coletivo ocorrido na noite de quarta-feira (19) em Águas Claras. Uma jovem de 23 anos, moradora da cidade, passava na Rua 30 Sul quando foi atacada por quatro homens. Ela foi arrastada para uma região de eucaliptos e abusada sexualmente.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher saiu da praça de skate, na Rua 37 Sul, e seguia para casa, por volta das 22h, quando foi abordada pelos criminosos. Ninguém foi preso até agora. Ao Metrópoles, o delegado-chefe da 21ª DP, Luiz Alexandre Gratão, disse que o caso é prioridade para a unidade policial.

Ela contou que, antes de ir de casa a pé para a praça de skate, saiu do Taguatinga Shopping, também caminhando, entre 19h e 20h. Acredita que tenha sido seguida pelos suspeitos após deixar o centro de compras. Da residência, resolveu encontrar uma amiga na praça da Rua 37 Sul. Foi abordada na rua atrás dos eucaliptos.

Um dos quatro homens portava faca e outro, arma de fogo, segundo contou a mulher aos policiais. Os suspeitos eram brancos e a jovem se recorda ainda que um usava barba e tinha cabelo preto. Os homens a empurraram para dentro da mata e a estupraram.

A vítima gritou e os homens correram em direção ao lado norte de Águas Claras. Em diligência no local, os policiais encontraram uma camiseta que foi apreendida e encaminhada para perícia, bem como as vestes da jovem de 23 anos.

“Já estamos analisando as imagens de câmeras de segurança instaladas na região para identificar os suspeitos”, disse o policial. A PCDF investiga se os abusadores estavam armados. Após ser estuprada, a vítima foi levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

No ano passado, a área de segurança registrou 666 casos de estupro no DF, 390 contra vulneráveis (59,5%). O número é menor que o de 2018, quando foram investigados 725 abusos. Destes, 440 tendo como vítimas crianças e adolescentes.

Em toda capital federal, houve 45 estupros neste ano, segundo último balanço da Secretaria de Segurança Pública. No mesmo período de 2019, foram 55 registros desta natureza.

Escuridão

O local onde ocorreu o estupro coletivo é mal iluminado. Os moradores e trabalhadores que passam por ali reclamam da falta de segurança, principalmente, por causa da escuridão.

Em nota, a Companhia Energética de Brasília (CEB) afirmou que a área técnica de iluminação pública acionou equipes de manutenção para vistoriar e realizar a manutenção de possíveis pontos apagados no local.

“Toda a Boulevard Sul possui iluminação pública, que foi projetada para atender as vias públicas locais e as calçadas, que ainda não haviam sido construídas na época da instalação dos postes, e a CEB está à inteira disposição dos demais órgãos para realizar um projeto específico para implantação nova iluminação que atenda o interior dessa área arborizada, de forma a melhorar a segurança das pessoas que transitam na região”, afirma a nota.

As informações são do Metrópoles, parceiro do Portal Manaus Alerta.