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‘Julho Verde’ trabalha a prevenção do câncer de cabeça e pescoço e a inclusão social

O Amazonas figura em 22o lugar entre as unidades da federação, em casos de câncer de cabeça e pescoço.
Redação
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O Amazonas figura em 22o lugar entre as unidades da federação, em casos de câncer de cabeça e pescoço, segundo projeção mais recente do Instituto Nacional do Câncer (INCA), subordinado ao Ministério da Saúde (MS). Pode parecer pouco, mas, quando considerada apenas a região Norte do País, o Estado passa a ser o segundo com o maior número de diagnósticos previstos para este ano (260 casos), perdendo apenas para o Pará (450).

O dado ainda preocupa especialistas e, para conscientizar a população acerca dos fatores de risco da doença, diversos estados brasileiros desenvolvem, simultaneamente, a campanha “Julho Verde”, que além de trabalhar a prevenção, também levanta a bandeira da inclusão social, explica o diretor-presidente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), cirurgião oncológico Marco Antônio Ricci. A campanha, que tem como símbolo o laço verde, foi criada em 2015 no Brasil e é conduzida nacionalmente pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

Cabeça e pescoço

A especialidade de cabeça e pescoço trata, basicamente, doenças que se desenvolvem na cavidade oral, laringe e glândula tireoide – essa última mais incidente em mulheres. O gerente do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da FCecon, Dr. Marco Antônio Rocha, explica que, à exceção dos tumores malignos de tireoide, que têm influência hormonal e genética, os demais estão associados diretamente a fatores de risco como o tabagismo e o alcoolismo. A associação de ambos potencializa em até dez vezes as chances de se desenvolver o câncer, conforme o especialista.

Os sintomas podem se manifestar na boca, nos seios paranasais, no nariz ou na garganta. Entre eles, estão feridas ou nódulos que não cicatrizam, dor de garganta persistente, dificuldade para engolir e mudanças na voz.
Tratamento Multidisciplinar

Marco Antônio explica que alguns tipos de câncer, quando tratados na forma avançada, podem ocasionar sequelas, como problemas na fala, na mastigação e também resultar em estigmas. Por isso, é importante que a terapia seja conduzida por uma equipe multimodal, que inclua oncologistas, cirurgiões, radioterapeutas, radiologistas, enfermeiros, odontólogos, fonoaudiólogos, técnicos e, ainda, psicólogos, que auxiliarão na reinserção social dos pacientes.

Diagnóstico precoce

O especialista explica que o estágio em que o câncer é detectado, ajuda a definir a conduta terapêutica a ser adotada. Quanto mais cedo foi feito o diagnóstico, menos invasivo e extenso será o tratamento. “Nos casos mais precoces, optamos apenas por procedimentos cirúrgicos. Nos mais avançados, indicamos o tratamento associado, que pode incluir também a quimioterapia e a radioterapia”, destacou.

A regra vale tanto para os casos de câncer de tireoide, como os de cavidade oral e laringe. “Por isso, reforçamos sempre a importância do diagnóstico precoce. Além de aumentar as chances de cura, ele garante mais qualidade de vida ao paciente e mantém a funcionalidade no dia a dia”, assegurou Marco Antônio Rocha.

Com informações da assessoria

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