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Mais de 200 crianças e adolescentes violentadas já foram ouvidas na Sala de Depoimento Especial

Os dados foram divulgados pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Amazonas- foto: Igor Braga
Redação
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A Sala de Depoimento Especial Anjo da Guarda, no Fórum Ministro Henoch Reis, foi utilizada para ouvir 207 vítimas em 185 audiências da Vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes, desde a inauguração do espaço, em maio do ano passado, até o início de junho. Os números representam crianças, adolescentes e adultos, que na época dos fatos eram menores de idade e foram vítimas deste tipo de crime; 172 destas pessoas ouvidas no período eram do sexo feminino e 35, do masculino.

Dados

Os dados foram divulgados pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Amazonas, que pretende levar este projeto ao interior e implantar mais cinco salas em outras comarcas, “com vistas a minimizar durante o depoimento os danos causados à criança ou adolescente, vítimas de violência sexual”, explica a assistente social Ellen Claudine Reis da Silva.

Quem participa?

Localizada no 5º andar do fórum, a Sala de Depoimento Especial Anjo da Guarda fica em pavimento diferente da sala de audiência, localizada no 4º andar, em que se encontram a juíza, o promotor, os advogados e réus. As crianças ficam na sala junto com psicóloga e assistente social, que dispõem de ponto eletrônico para ouvir as orientações da juíza, a fim de colher as informações das vítimas.

Responsáveis

Os depoentes são trazidos às audiências por adultos responsáveis por eles: pais, parentes (se os pais estiverem envolvidos na denúncia), ou responsáveis por abrigos, se estiverem acolhidos. Os depoimentos são gravados, em imagem e som, e transmitidos para a sala de audiência; depois são arquivados nos autos.

Processos

Atualmente a Vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes da Comarca de Manaus possui 1.879 processos em andamento (em que já foram recebidas as denúncias), sendo que em muitos processos há mais de uma vítima e mais de um agressor.

Com informações da assessoria

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