Manaus será primeira cidade brasileira a vencer pandemia, indica estudo

Foto: Divulgação

O estado do Amazonas é um dos epicentros da Covid-19 no Brasil e foi o primeiro a ter o sistema de saúde colapsado. Mesmo com todas as informações negativas, a novidade é de que capital do estado será a primeira cidade brasileira a ser controlada na pandemia, de acordo com a décima edição do boletim do projeto Atlas ODS Amazonas, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) publicado na última quinta-feira (11).

O estudou coordenado pelo professor Henrique dos Santos Pereira, destacou que é esperado que o número de casos continue aumentando, porém há um achatamento na curva de óbitos que, segundo a pesquisa, aponta para a diminuição da frequência de mortes chegando possivelmente a zero até o dia 17 de junho. Isso comprova que a capital não sofrerá segundo pico.

Esse achatamento se dá devido ao processo que Manaus passou no início da pandemia onde as mortes aconteceram de forma rápida. Isso fez com que a interação das pessoas com o vírus o tornasse menos letal, pois houve prevenção, resistência e tolerância.

O vírus também perdeu letalidade uma vez que os seus hospedeiros, que são os seres humanos, podem morrer e, consequentemente, o próprio vírus também. A forma que ele encontrou de continuar existindo foi se espalhar nos corpos de forma mais branda.

“A gente não sabe se isso será o fim. Então, a gente acha que a transmissão da doença deverá perder velocidade, pelo menos até que novas estirpes do vírus surjam, mutações, formas mais virulentas que reiniciem o processo de contágio, ou haja o aumento da população suscetível, caso a imunidade seja temporária”, explicou Henrique.

O isolamento social 

O professor  também cita o isolamento social como uma forma eficaz que fez a curva achatar. Não apenas o isolamento como todos os cuidados com a higiene. ”Vamos parar de falar que não houve isolamento social em Manaus. Houve sim, inclusive, com picos de até 60%” explica o professor.

O boletim também destaca que a diminuição de mortes não se dá, de forma alguma, pela ‘imunidade de rebanho’, já que esse processo requer 90% da população infectada e Manaus chegou apenas a 15%.

Recuperados

Ao todo, 44.447 pessoas já passaram pelo período de quarentena (14 dias) e se recuperaram da doença.

Por Portal Manaus Alerta.