Política

Marqueteiro diz que pagou ‘mesada’ a 11 escolhidos por Sérgio Cabral

Irmão do ex-governador seria um dos beneficiados pelo esquema
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Omarqueteiro Renato Pereira afirmou, em delação, ter pagado remessas entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão por ano a pelo menos 11 pessoas, por ordem do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O publicitário liderou campanhas eleitorais do PMDB no estado nos anos.

Segundo informações divulgadas pelo G1 nesta quinta-feira (16), o dinheiro era pago em espécie e entregue por Pereira a Carlos Miranda, apontado pelas investigações do Ministério Público Federal como operador financeiro do ex-governador. O esquema teria acontecido entre 2007 e 2008, apelidado pelo então secretário de governo de Cabral, Wilson Carlos, de “Movimento Social.

Entre os receptores dos repasses, estão o irmão do ex-governador, Maurício Cabral, e o subsecretário de Comunicação do Governo do Rio, Ricardo Cota. Outro a receber dinheiro foi o então subsecretário de eventos da secretaria de Comunicação, Francisco de Assis Neto, o Kiko,segundo o delator.

O fotógrafo Ricardo Stuckert, que trabalhou na presidência da República durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, também é citado por Pereira. Ele teria sido incluído na lista de Cabral para agradar o ex-presidente Lula e recebeu cerca de R$ 40 mil de 2012 a março de 2014, por meio da da emissão de notas por uma empresa de um amigo de Renato.

Ainda de acordo com o delator, os repasses eram ocultados por meio de serviços de pequenas produtoras de vídeos. Uma delas era a Carioca Filmes LTDA, que fazia os vídeos e divulgava os atos do governo.

As empresas de audiovisual recebiam os valores do governo, estes eram sacados e o pagamento enviado para a Carioca Filmes, de forma que o dinheiro chegava ao sócio de Pereira, Eduardo Villela. Esses valores, então, eram entregues às pessoas indicadas por Cabral.

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