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Nenhuma mãe está preparada para receber o diagnóstico de leucemia do filho. Ainda mais quando a criança goza de uma saúde invejável e está em pleno período de férias, brincando e se divertindo muito, como foi o caso de Lorenzo, 3, filho da assessora de comunicação Renata Liceras Valeiras, 39.

“Quando ele se queixou de dor, achei que fosse dor de crescimento. Mas como ele chorou muito, a madrugada inteira, decidimos levá-lo ao hospital porque achei que ele pudesse ter batido a perna em algum lugar. No pronto-socorro suspeitaram de uma infecção, embora ele não tivesse febre”, diz Renata.

Os médicos solicitaram um hemograma e um exame de urina. A alteração do exame de sangue, com cerca de 38 mil leucócitos (glóbulos brancos), já sugeria que algo não estava bem com o menino e ele teve que ficar internado para fazer mais exames.

“Como minha afilhada teve leucemia, meu coração gelou quando vi a alteração tão alta nos leucócitos dele. A médica não falou nada sobre câncer, mas como eu lembrava um pouco daqueles números, me voltei a um passado que parecia não fazer o menor sentido. Na hora, senti até falta de ar, só que guardei aquilo dentro de mim. Não podia ser, o Lorenzo era difícil até de pegar gripe, estava ótimo, tinha comido, brincado bastante”, desabafa Renata.

De acordo com o diretor-médico do Hospital de Amor Infantojuvenil, Luiz Fernando Lopes, antigo Hospital de Barretos (SP), esse tipo de leucemia é a mais comum em crianças e, como o nome já diz, ela é agressiva. “A boa notícia é que responde bem ao tratamento de quimioterapia e, na maioria dos casos, não é preciso o transplante de medula óssea. Outro dado importante desse tipo de leucemia é que ela tem cerca de 80% até 90% de cura, dependendo do caso”, diz Luiz Fernando.

No terceiro dia de internação do Lorenzo e com as novas coletas de sangue veio a parte mais crítica, as hemácias (glóbulos vermelhos) estavam muito baixas e ele precisava de uma transfusão. “A parte vermelha do sangue dele estava no chão. A evolução tão rápida da doença me chocou demais. Em três dias eu passei de uma dor na perna para uma transfusão de sangue. Eu fiquei desesperada e senti muito medo de perder meu filho”, lembra Renata.

Depois do choque inicial e com a melhora do Lorenzo devido a transfusão, Renata também foi se acalmando ao perceber que a leucemia é uma doença muito complexa e requer uma equipe multidisciplinar com nutricionistas, psicólogos, oftalmologista, dentista, fisioterapia, além de muita humanização, já que não é fácil para a criança passar por um tratamento tão doloroso.

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