Mobilização Nacional contra o Aedes aegypti será na quinta-feira (07), em Manaus

Com o objetivo de chamar a atenção da população para o combate ao Aedes aegypti, nesta quinta-feira (07/11), acontece, no Amazonas, o Dia Nacional de Mobilização, Prevenção e Controle da Dengue, Chikungunya e Zika. Em Manaus, a abertura da campanha será às 8h30, na quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Alvorada, no​ Beco Independência, 54, Alvorada I, zona oeste.

O bairro foi escolhido para o pontapé da campanha, pois no último Levantamento do Índice de Infestação Rápido por Aedes aegypti (LIRAa), realizado em novembro, em Manaus, foi apontado como um dos nove bairros com classificação de alto risco.

O Dia D da campanha, que nacionalmente acontece na sexta-feira (08/11), foi antecipado no estado, por conta do feriado local nesta data. O evento está sendo organizado pelo Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus. Neste ano, a programação contará com a participação dos artistas locais, que apresentarão um show alusivo ao tema da campanha – “Xô Aedes”. O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika vírus.

No Alvorada I, II e III, a mobilização da campanha vai envolver 25 escolas municipais, 48 escolas estaduais, 17 unidades de saúde e 168 agentes de endemias, que atuam diretamente nas ações de mobilização social naquela área.

Órgãos parceiros – A campanha, em Manaus, é coordenada pela Secretaria Estadual de Saúde (Susam), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), e pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e conta com a participação de órgãos como as secretarias de Educação do Estado (Seduc) e Municipal (Semed), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), Defesa Civil do Estado e Município, Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), Secretaria de Cultura (SEC), Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito, (Manaustrans) e Polícia Militar do Amazonas.

A ação tem como proposta unir todas as diferentes esferas de governo, em prol da eliminação do mosquito. Também vai acontecer nos municípios, sob a coordenação das Prefeituras.

Durante a campanha, haverá mobilização dos órgãos parceiros. Escolas, quartéis, repartições públicas, unidades de saúde, cada um deve participar com a sua estratégia de mobilização. Nas escolas e repartições, o trabalho conta com o Programa Estadual ​das Brigadas contra o Aedes aegypti.

Alerta – O diretor presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, explica que o “Dia D” é instituído pelo Ministério da Saúde para iniciar o alerta durante o período mais crítico de infestação pelo Aedes aegypti – o período chuvoso. Oitenta por cento das notificações das doenças transmitidas pelo mosquito acontecem de janeiro a maio. Mas o alerta serve para o ano inteiro.

“A gente reforça o alerta no período chuvoso, quando aumentam os casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, mas a campanha deve ser constante o ano inteiro”, esclarece Bernardino. Segundo ele, o ideal é que todos adotem na rotina de casa e do trabalho o hábito de, uma vez por semana, tirar dez minutos do seu tempo para esvaziar locais que possam servir de reservatórios de água, onde os mosquitos se desenvolvem. O ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti é de sete dias.

Brigadas estaduais – Em 2016, a Fundação de Vigilância em Saúde propôs, de forma pioneira no Brasil, o Programa de Brigadas contra o Aedes aegypti, institucionalizado pelo Governo do Amazonas, por meio do Decreto n. 36.640. O objetivo inicial é envolver as instituições públicas estaduais nessa luta, extensiva às instituições federais.

O Programa de Brigadas atua na capacitação de profissionais para ampliação das medidas de controle, através da eliminação de criadouros, e ainda prevê a certificação das instituições que aderem à proposta. As unidades públicas são monitoradas pelas equipes técnicas da FVS e a certificação do selo é validada e renovada anualmente.

Brigada na Melhor Idade – Durante o evento desta quinta-feira, será apresentado o modelo do projeto de Brigada na Melhor Idade, que foi implantado neste ano pela Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI). De acordo com Bernardino Albuquerque, o Amazonas é uma referência nacional na implantação das brigadas em instituições contra o Aedes aegypti.

“O Amazonas tem mais de 5 mil brigadistas, nas escolas, órgãos estaduais e federais, que realizam vistoria uma vez por semana para evitar a proliferação do mosquito”, revela. Ainda segundo ele, a mobilização contra o mosquito irá alcançar os 42 municípios que ​ tem a presença do vetor, com programação própria.

Redução nos casos – De acordo com o último boletim epidemiológico da FVS, em 2017, houve redução no Estado nas notificações de doenças provocadas pelo Aedes aegypti, em comparação ao ano passado. A Dengue teve redução de 48%, saindo de 14.635 casos, em 2016, para 7.675 este ano; a Zika reduziu 89%, saindo de 5.990 casos em 2016 para 646 em 2017. E a Chikungunya reduziu 43% – foram 971 casos em 2016, contra 549 em 2017.

Período de Alerta – O resultado geral do 3º LIRAa, realizado em ​novembro, apontou índice de 1,5%, considerado médio risco de infestação, em 42 municípios no Estado do Amazonas. Em Manaus, dos 63 bairros oficiais, nove foram classificados em Alta Vulnerabilidade: São José, Jorge Texeira, Alvorada, Redenção, Bairro da Paz, Compensa, Flores, Adrianópolis e Petrópolis.

A FVS informa, ainda, que 11 municípios do Estado apresentaram, em 2017, as notificações simultâneas para Dengue, Chikungunya e Zika. São eles: Borba, Humaitá, Tapauá, Coari, Novo Airão, Manacapuru, Manaus, Iranduba, Barcelos, Itacoatiara e Careiro.​

A forma de prevenção de combate ao Aedes aegypti é não cumular água parada.