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Moradores do Santa Luzia não terão corte no fornecimento de energia até regularização de cobranças

Centenas de moradores compareceram a audiência pública realizada no auditório da Escola Superior de Defensoria Pública do Amazonas (Esudpam)- foto: Divulgação/Assessoria
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Centenas de moradores do bairro Santa Luzia, localizado na Zona Zul de Manaus, compareceram a uma audiência pública no auditório da Escola Superior de Defensoria Pública do Amazonas (Esudpam), na terça-feira (7), e conseguiram a garantia de que não terão corte no fornecimento de energia elétrica até que a situação de cada morador seja analisada isoladamente.

A comunidade, representada pela presidente da Associação de Moradores do Santa Luzia, Gelcilene dos Santos, procurou o titular da Defensoria Especializada em Atendimentos de Interesses Coletivos, Carlos Almeida Filho, para reclamar de cobranças exorbitantes no valor da conta de energia elétrica dos moradores da área e, consequentemente, solicitar a garantia do fornecimento de energia enquanto a legalidade das cobranças seja verificada e as condições de pagamento dos moradores analisadas.

A audiência contou ainda com representantes do Procon Amazonas, do Procon Manaus e da Eletrobrás Amazonas Energia, que prestaram esclarecimentos sobre a cobrança dos valores nas contas de energia elétrica. De acordo com a gerente de atendimento ao cliente da empresa, Narayana dos Santos, houve um atraso na instalação dos medidores de energia elétrica e, por isso, os valores cobrados resultam do acúmulo de consumo de energia em período superior a 30 dias. Ainda segundo a representante da Eletrobrás, houve acúmulo superior a 100 dias, contudo a concessionária só realizou cobrança de 47 dias, constante na primeira fatura recebida pelos moradores.

De acordo com a presidente da associação de moradores do bairro, o consumo de energia elétrica na comunidade não é cobrado há 18 anos e que, por ser formada por pessoas carentes, a maioria não tem condições de arcar com os valores que passaram a ser cobrados pela concessionária de energia elétrica. Para Gelcilene dos Santos, a proposta de pagamento proporcional na primeira fatura, apresentada pela Eletrobrás, é inviável.

Tarifa social

Ela afirmou ainda que os medidores de energia estão colocados de forma equivocada, já que constatou que ao se desligar o fornecimento de um comunitário, a energia de outro comunitário também é suspensa, e que ainda há casos de comunitários sem cadastro. Gelcilene reivindica, em nome da comunidade, a instituição de tarifa social para o local, pois, para ela, os moradores não terão condições de pagar valores acima de 200 reais.

Com informações da assessoria

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