Mova-se Festival promove mostra com espetáculos nacionais, a partir desta sexta (4)

Foto: Divulgação

Entre esta sexta-feira (4) e o domingo (6), o Mova-se Festival: Solos, Duos e Trios, organizado pelo Casarão de Ideias, promove sua mostra com espetáculos nacionais. As apresentações ocorrerão de forma virtual e serão transmitidas pelo canal do próprio Casarão, no YouTube.

Nesta sexta, às 21h (horário de Brasília), os espectadores poderão conferir ‘Outono’, da Cia. Mineira de Teatro. A montagem é uma metáfora existencial dos tempos atuais. Fala à um período de transição entre os extremos, remonta paisagens de um mundo vivido e paisagens de um mundo possível, passeia sobre os ciclos de vida. Medo e esperança são afetos vinculados ao trabalho, pois se as árvores não deixassem as folhas caírem, não sobreviveriam à próxima estação.

Já no sábado (5), às 20h (horário de Brasília), é a vez da Geda Cia. de Dança apresentar o espetáculo solo de dança contemporânea ‘Às Vezes Eu Kahlo’. A obra é baseada na figura de Frida Kahlo. Por ter enfoque nas dores, doenças e dificuldades de movimento da artista plástica mexicana, a intérprete aparece totalmente vestida de negro e presa pela cabeça a um cenário aéreo. O visual é cirúrgico, asséptico em tons de negro, branco e prata, este último presente nos elementos cênicos utilizados pela bailarina durante 30 minutos.

Ainda no sábado, a Robo.Art, de São Paulo, mostra ao público a montagem ‘Corpo Máquina’. Ao explorar as fronteiras entre corpo e máquina, o espetáculo performático intermídia propõe a reflexão sobre o limite entre o biológico e o sintético, e sua inevitável fusão proporcionada pela busca incessante da transcendência das limitações do ser humano. Aborda o questionamento de até onde o corpo é humano, onde se torna máquina, e onde ocorre a transcendência deste corpo para máquina.

E finalizando a Mostra Nacional, no domingo, às 20h (horário de Brasília), é a vez de assistir ‘Titiksha’, da Nalini Cia. de Dança, de Goiânia. Contrapondo certo solipsismo que rege a mentalidade do ser humano moderno, a artista busca explorar a experiência do improviso como ferramenta para estabelecer uma relação da subjetividade individual com suas percepções externas, procurando alcançar uma perspectiva de mundo como uma unidade.

Neste sentido, em ‘Titiksha’, é realizado um estudo de desconstrução, investigação e aprimoramento das qualidades de movimentos que permitam a quebra de paradigmas repressores. Preliminarmente pensando no movimento em si, fazendo uso do isolamento das partes do corpo em conjunto com suas reações autônomas. Este aspecto catalisado pela inspiração inicial do tema: ‘Ajuricaba, Um Guerreiro Indígena’, que durante anos, conduziu uma jornada de resistência junto a sua tribo contra as invasões de colonizadores que pretendiam escravizar seu povo, com o risco de aniquilação da sua cultura ancestral.

O Mova-se foi contemplado com o Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2019, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult); pela Fundação Nacional de Arte (Funarte), por meio do Fundo de Ajuda para as Artes Cênicas Ibero-Americanas (Programa Iberescena), na categoria Apoio a Festivais e tem patrocínio do Banco da Amazônia, por meio da Lei Rouanet.

As informações são da assessoria