Música ‘Rio Doce’ traz apelo em prol do meio ambiente diante da indiferença do homem

Foto: Divulgação

Neste Tempo da Criação, em que a Igreja encoraja a realizar atividades de conversão ecológica pelo futuro da Casa Comum, uma cantora e compositora gaúcha, radicada em Florianópolis/SC, acaba de lançar um single com um apelo de preservação e consciência ao meio ambiente. A música de Silvia Abelin intitulada “Rio Doce” retrata a relação entre o homem e a natureza  e traz  esperança para dias melhores.

“Cadê o doce desse rio cadê? Cadê a vida que corria nele, se foi com o absurdo do homem, se foi com toda a indiferença dele”, provoca a artista no refrão.  A narrativa musical aborda a morte do Rio Doce causada pelo rompimento da barragem em Mariana, em Minas Gerais, em 5 de novembro de 2015. A lama chegou até o Rio Doce, cuja bacia hidrográfica chega a abranger 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, muitos dos quais, abastecem a população com a água do rio.

De acordo com a compositora, a inspiração para a letra e a música surgiu logo após o desastre ambiental. Desde então, Rio Doce passou a fazer parte do seu repertório, embora não tivesse ainda sido gravada oficialmente.  Silvia Abelin, mestra em Neurociências, no âmbito da musicoterapia pela Brunel University de Londres, onde morou por 5 anos, reconhece que o momento é favorável para a reflexão que a canção propõe. O está disponível em todas as plataformas digitais e, para 10 de setembro, está previsto o lançamento de um videoclipe.

“Rio Doce dialoga melhor nesse momento em que estamos. Em virtude da pandemia, mais pessoas passaram a se conectar com o seu interior, com a natureza, procurando achar o melhor em si. E é isso que a música tenta passar, a mensagem de que podemos ser pessoas melhores”, acredita Silvia Abelin.

A mensagem de Rio Doce

O tema conta a história do passarinho, representando a natureza, e do homem que se coloca no papel de predador, que extrai, fere e maltrata o meio ambiente. Então, a natureza se surpreende com o homem ao salvar esse passarinho que não sabia voar e por devolver a ele a confiança antes roubada. Uma esperança de que a melhor versão do ser humano prevaleça, como diz um trecho falado da canção, inspirado em uma frase de Zack Magiezi, que “as águas do Rio Doce levem a nossa ambição e que os nossos rios levem o sangue e o ódio e ensinem a humanidade a desaguar no amar”.

Tanto a produção do single como a do videoclipe foi realizada à distância, durante o isolamento social. A ficha técnica conta com participações de profissionais renomados, como o violonista Guinha Ramires e o percussionista Alexandre Damaria. De Los Angeles, o engenheiro de som Jonathan Maia trabalhou na sonoplastia da música. A gravação foi em Florianópolis, no Jorge Lacerda Studio. O videoclipe tem a direção artística da cineasta Claudia Aguiyrre.

As informações são do Vatican News