Neymar Jr. será operado até o fim desta semana, confirma PSG

Sendo operado, o atacante terá mais chances de participar do Mundial da Rússia - Imagem: Getty Images

O Paris Saint-Germain confirmou nesta quarta-feira (28/2) que Neymar passará por uma cirurgia para corrigir a fissura no quinto metatarso do pé direito. A operação será realizada até o final desta semana, no Brasil. O procedimento será conduzido pelo médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar. O médico francês Gérard Saillant vai acompanhar a cirurgia, como representante do PSG.

A contusão de Neymar no último domingo (25), seguida de confirmação da fissura no quinto metatarso, um osso do dedo mindinho, deixou apreensivo o torcedor brasileiro em ano de Copa do Mundo. Será que o principal jogador da Seleção Brasileira corre o risco de ficar fora do Mundial russo? A resposta é simples: “Não”, de acordo com Guilherme Meireles Leonel, ortopedista e traumatologista do esporte, e Gustavo Rico, médico do esporte e do Brasiliense, time de futebol do Distrito Federal. Mas, para isso, o craque precisa ser operado, e não apenas fazer o “tratamento conservador”, sem intervenção cirúrgica, alertam os dois.

Neymar se machucou em partida do Campeonato Francês. Ao decidir pelo procedimento cirúrgico, o Paris Saint-Germain (PSG) – que pagou 222 milhões de euros (R$ 879,5 milhões em valores atuais) para contratar o jogador – concorda com o atacante, que também prefere a operação no pé direito.

Conforme destacaram os dois especialistas, sem acesso aos exames do atacante, não dá para fazer diagnóstico e prognóstico precisos. Mas, pela experiência de ambos, acreditam que, com cirurgia, Neymar levará de quatro a oito semanas para ter uma recuperação completa. Acrescente a isso mais um mês de prazo para ganho de condicionamento físico e, então, o craque estaria pronto para a Copa. Assim, se fosse para a mesa de operação nesta quarta (28), ele poderia voltar a ser escalado pelo PSG lá pelo dia 25 de abril – a estreia do Brasil no Mundial será em 17 de junho contra a Suíça.

“Sem cirurgia, a recuperação completa demoraria de 3 a 4 meses tranquilamente. É mais demorado. Volta ainda com dor, fica entre o campo e o departamento médico, faz transições com a fisioterapia, faz testes. Há atletas que optaram por não operar, fizeram tratamento conservador e, no futuro, acabaram operando porque prolongou muito a recuperação completa”, destaca Gustavo Rico. As informações são do Metrópoles.