Nova substância recupera massas muscular e óssea: osteoporose

Em experimentos com animais de laboratório, as cobaias readquiriram a integridade dos músculos e ossos em poucos dias. Foto: Revista ES Brasil

Descoberta na Europa uma substância que pode ajudar idosos e pessoas que sofrem com músculos e ossos fracos.

Pesquisadores dinamarqueses e holandeses criaram um novo grupo de medicamentos capaz de aumentar a massa muscular e óssea e assim evitar a osteoporose e por consequência, as inúmeras quedas, comuns na terceira idade.

Em experimentos com animais de laboratório, as cobaias readquiriram a integridade dos músculos e ossos em poucos dias.

“Nós constatamos um aumento de 19% na massa muscular em camundongos depois de apenas uma semana”, explicou o professor Andreas Lodberg.

Ao mesmo tempo, como um efeito sobre a massa muscular, vimos que as drogas também combatem a osteoporose.

Os remédios

Os cientistas da Universidade de Aarhus, na Dinamarca e do Centro Médico Erasmus, na Holanda, batizaram o novo grupo de medicamentos de IASPs, Inibidores da Via de Sinalização de Receptores de Activina – Inhibitors of the Activin-receptor Signaling Pathway.

“As IASPs inibem uma via de sinalização que é encontrada em praticamente todas as células. A diferença entre as várias medicações do grupo é que elas inibem rotas diferentes na via,” explicou o professor Andreas Lodberg.

Com isto, é possível obter um efeito em diferentes tecidos, como tecido muscular, tecido ósseo ou células sanguíneas, dependendo da IASP utilizada.

“Se os resultados dos estudos clínicos continuarem a se mostrar tão promissores, fará todo o sentido tratar pacientes idosos frágeis que sofrem perda muscular como resultado de doenças crônicas com uma IASP”.

[Será benéfico] tanto para o paciente individual quanto para a economia nacional, uma vez que quedas e ossos quebrados em pacientes idosos representam uma questão de alto custo, com alta mortalidade, e também porque a perda de massa muscular devido a doenças crônicas impacta na qualidade de vida e nas taxas de mortalidade,” concluiu Lodberg.

Fonte: Só Notícia Boa