Operação em Nova Olinda do Norte visa devolver segurança à população local

foto: divulgação/Secom

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) enfatiza que a operação policial em Nova Olinda do Norte (a 135 quilômetros de Manaus) visa desarticular uma organização criminosa que atua na região com a prática de tráfico de drogas, ameaças, homicídios e crimes ambientais. Até o momento, 15 pessoas foram presas, sendo 11 em flagrante, 13 armas de fogo apreendidas e quatro plantações de maconha localizadas.

Nesta segunda-feira (17), quatro pessoas foram presas em cumprimento a mandado judicial por participação no duplo homicídio dos policiais militares da Companhia de Operações Especiais (COE). Entre os presos está o presidente da Associação Nova Esperança do Rio Abacaxis (Anera), que repassou informações sobre os policiais aos traficantes locais.

A Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança está acompanhando a operação em Nova Olinda do Norte e já foram instaurados procedimentos criminais e administrativos para apurar denúncias. Já foram ouvidos familiares de pessoas desaparecidas e de pessoas que morreram, e também serão ouvidas as supostas vítimas de tortura. Sobre essas denúncias, os procedimentos também já foram instaurados. A Corregedoria informa que vem trabalhando em colaboração com a PF para a elucidação dos fatos.

Sobre as mortes na região, a SSP informa que em todos os casos foram abertos inquéritos policiais e que nenhuma hipótese é descartada, mas há suspeitas de que os crimes sejam praticados pelo bando criminoso local, liderado pelo cidadão identificado como Valdelice Dias da Silva, vulgo “Bacurau”, que é um foragido da justiça e vivia em conflito com povos indigenas por ter invadido terreno. Há cerca de dois meses, essa quadrilha executou o filho de um cacique Maraguá com 16 facadas.

A SSP salienta que cabe ao Estado o poder de polícia de realizar abordagens, não podendo qualquer cidadão exercer tais atividades, sob a pena de usurpação de função do poder público estatal. No caso da referida associação, a própria Advocacia-Geral da União (AGU), em pedido de reconsideração à Justiça de decisão baseada em solicitação do Ministério Público Federal (MPF-AM), classifica a abordagem armada existente no local uma atividade irregular, esclarecendo ainda que cabe à polícia judiciária do Amazonas a função de investigar os crimes ocorridos naquela região.

Ao contrário do que vem se tentando disseminar, a atuação das forças de segurança em Nova Olinda do Norte pretende restabelecer a ordem e livrar essas comunidades da opressão perpetrada por traficantes e lideranças locais, que agiam em uma parceria criminosa que vinha sendo ocultada dos orgãos federais, mas era amplamente conhecida pela população local.

A SSP ressalta que os graves crimes registrados na região, em um curto espaço de tempo, exigiram atuação célere das forças de segurança para a proteção de toda a sociedade do município, de cidadãos que usam o rio Abacaxis para se locomover e da atividade turística existente na área, e que já era ameaçada pela atuação dessa organização criminosa.

Toda e qualquer denúncia será rigorosamente apurada, conforme manda a lei, a partir da apreciação de provas e do direito à ampla defesa previstos na Constituição Federal.

Com informações de assessoria