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Pacientes com dedos dos pés em necrose aguardam semanas por exames no João Lúcio

Pacientes com dedos dos pés em processo de necrose, devido a demora em exames vasculares. Foto: André Cleudilon
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Pacientes com dedos dos pés em processo de necrose, devido a demora em exames vasculares. Esta foi uma das diversas problemáticas encontradas na visita técnica ao Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, realizada hoje (15) pelo deputado estadual Luiz Castro (Rede) e o defensor público do Amazonas, Arlindo Gonçalves.

“As denúncias frequentes na demora da realização de exames foram o mote principal da inspeção. Percorreram os corredores da unidade de saúde e conversamos com pacientes. Reunimos as queixas e cobraremos do governador as soluções urgentes e necessárias”, assinalou Luiz Castro.

Um dos pacientes que aguardam o exame vascular é Amarildo de Souza, que deu entrada no Hospital no dia 28 de novembro do ano passado e está internado desde então.

“Já perdi cinco dedos do meu pé direito e estou em vias de ficar sem dois do pé esquerdo. O exame só pode ser feito no Hospital Francisca Mendes e falta ambulância para me levar e trazer”, contou o paciente.

Outros problemas

O deputado também foi ao refeitório do Pronto Socorro e verificou as condições precárias da instalação. Péssimas condições de higiene, armazenagem dos alimentos e até ausência de tampas nos copos foram constatados. E os funcionários – de uma empresa terceirizada – estão há três meses sem receber.

Foto: André Cleudilon

“Não vemos nossos salários desde novembro do ano passado e alguns de nós já foram desalojados, por não poder pagar o aluguel. Fomos avisados sobre o pagamento: sairia hoje, mas só será compensando na próxima semana”, afirmou um servidor, que preferiu não se identificar.

Fotos: André Cleudilon

No setor de ortopedia, uma médica informou que a falta de material é frequente. “Na última sexta-feira, faltava gesso. Às vezes, é preciso uma cirurgia pela manhã, que só é realizada a noite, por ausência de itens básicos. Hoje, por exemplo, não tem esparadrapo”, apontou a profissional.

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