Cultura

Parque Rio Negro ganha o colorido dos grafites durante projeto Verão na Praça

A curiosidade com o fato novo mexeu com a atenção do público que passeava pelo local.
Redação
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Um movimento que está ganhando cada vez mais espaço em Manaus, o Street Art, ou a arte de rua, tem embelezado os muros, as fachadas de prédios da área urbana, sempre com personagens ou imagens que retratam o cotidiano ou apenas expressam o mundo interior daquele que exterioriza seus anseios, desejos e pensamentos por meio da arte do grafite. E foi assim que a Secretaria de Estado de Cultura, transformou em uma grande tela a céu aberto os muros que margeiam o Parque Rio Negro, localizado na orla do bairro de São Raimundo, Zona Oeste de Manaus, com o projeto Grafite no Parque.

Idealizado pelo secretário estadual de Cultura, Robério Braga, e sob a coordenação de Cléia Viana e Turenko Beça, o Grafite no Parque contou com a participação de 14 grafiteiros, que deram ao Parque Rio Negro um banho de arte, por meio das cores e dos traçados dos grafites, aliados à música, literatura, atividades circenses e muitas brincadeiras no evento Verão na Praça, realizado no último domingo (16).

Criatividade, expressão e interação – Para participar do projeto foram convidados artistas de rua conceituados de Manaus, como Adriano Caos, Bang Valnei Moura Choke, Benjamim Bonus, Deborah Erê, Emerson Soft, Fláviotial, Henrique Freak, Jarbas Lobão, Nadja Kristhina, Rai Campos Raiz, Rogério Arab, Thaizys Isy e Thalysson Syodo.

A seleção envolveu tanto artistas que participaram da exposição Volts, realizada em 2011 pela Secretaria de Cultura, na Galeria do Largo, como membros do grupo Point Paint Graffiti, que se reúnem para grafitar pela cidade, além de outros nomes que vêm se destacando na arte, como, por exemplo, o artista Rai Campos Raiz, reconhecido pelo grafite que tem como tela o viaduto da rotatória do Coroado, trabalho realizado em parceria com os artistas Rogério Arab e Emerson Soft.

Marca de qualidade

Com materiais cedidos pela Secretaria de Cultura e pela Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Turenko explica que o projeto tem uma marca de qualidade, pela experiência dos artistas convidados: “Já conhecíamos o trabalho desenvolvido por cada um. Também participei do projeto porque pesquiso e acompanho esse tipo de trabalho. Gosto de me utilizar dessa linguagem”, disse.

Durante a atividade, a curiosidade com o fato novo mexeu com a atenção do público que passeava pelo local. “As pessoas paravam para perguntar. Olhavam com bastante curiosidade os enormes painéis. Percebemos que a arte foi bastante valorizada por crianças, jovens e adultos”, ressalta Beça, que afirmou que o objetivo é pintar toda a extensão do Parque, mas com curadoria, para que o trabalho harmonize as obras entre si, bem como elas e seu entorno.

Com informações da assessoria

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