Pesquisa da Suframa aponta impactos da Covid-19 no comércio de Manaus

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O comércio foi o foco de mais uma ação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para o monitoramento dos impactos econômicos ocasionados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Em parceria com a Câmara de Dirigentes de Lojistas de Manaus (CDL Manaus), foi realizada uma pesquisa com o setor comercial de Manaus, no período de 21 a 29 de maio de 2020, com o objetivo de medir os impactos desde o início da pandemia até o momento da pesquisa.

A pesquisa foi realizada através de formulário eletrônico e obteve 120 respostas, das quais 86,7% das empresas se classificaram como varejistas e 13,3% como atacadistas. Todas foram questionadas sobre porte, regime de funcionamento, variação do faturamento, necessidade de realizar demissões do quadro de funcionários e os principais dificuldades enfrentadas. O resultado completo está disponível no site da Autarquia (gov.br/suframa).

Os resultados evidenciaram que no momento de participação de pesquisa, apenas 9,2% disseram operar normalmente, 46,6% estavam operando com algum tipo de restrição de funcionamento e os 44,2% de empresas restante não estavam em funcionamento algum. Em relação ao impacto no faturamento operacional, 40% das empresas afirmaram que seu faturamento cessou por completo desde a pandemia e apenas 9,1% das empresas comerciais afirmaram que seu faturamento se manteve estável ou aumentou nos tempos recentes. As demais sofreram quedas em algum nível no faturamento.

Entre os principais problemas apontados para a queda de faturamento, a “impossibilidade de funcionamento normal por força de decreto do poder público”, foi apontada por 67,5% das empresas participantes, seguida de “insuficiência de capital de giro e dificuldade de acesso à crédito financeiro” e “redução da demanda pelos clientes”, ambos apontados por 60,8% das empresas.

Mercado de trabalho

Quanto ao mercado de trabalho, os resultados indicam que 56,6% das empresas participantes já haviam demitido até o momento da pesquisa, em contraposição à 43,3% das empresas que não demitiram. Contudo, 30,8% do grupo de empresas participantes que ainda não haviam demitido, admitiram a expectativa de demitir nos próximos 30 dias.

Como sinal atenuante, em relação ao grupo de empresas que já precisaram realizar alguma demissão até o momento de participação da pesquisa, 51,5% não tinham expectativa de realizar novas demissões nos próximos 30 dias.

Em relação à expectativa de alteração do quadro de empregados nos 30 dias seguintes à participação da pesquisa, 59,2% das empresas participantes esperam manter seu quadro de funcionários, 34,2% acreditam que precisarão realizar alguma demissão, enquanto que 6,7% consideram contratar novos funcionários.

Avaliação

De acordo com o superintendente da Suframa, em exercício, Luciano Tavares, a pesquisa demonstra um cenário de forte impacto econômico no setor comercial. “Mais de 90% das empresas que responderam a pesquisa afirmaram ter redução do seu faturamento e alteração do funcionamento comercial padrão, que reflete diretamente no mercado de trabalho, de tal forma que mais da metade das empresas já demitiram empregados e 34% tem expectativa realizar alguma demissão nos próximos 30 dias”, afirmou.

Segundo ele, a partir dos resultados obtidos, sobretudo das principais dificuldades relacionadas pelas empresas, a Suframa atuará, em parceria com as entidades de classe, de modo a mitigar tais impactos. “Na pesquisa também verificamos que 32% das empresas não possuem inscrição na Suframa, apesar dos incentivos fiscais também beneficiarem este setor. Nossas equipes atuarão num reforço de divulgação desses incentivos para o cadastro das empresas, que já poderão, assim, obter algum tipo de vantagem fiscal. Além disso, somaremos esforços junto ao governo federal para adotar medidas que promovam a retomada da economia na região”, concluiu.

As informações são da assessoria