Pesquisadora apresenta escola de aprendizagem para pesquisas na Amazônia em prol da ZFM

Foto: Ana Claudia Jatahy

A coordenadora do Grupo de Pesquisa Amazônica em Transformação: História e Perspectivas do IEA/USP, presidente da ONG Earth3000 e Global Fellow do Woodrow Wilson Institute, nos Estados Unidos, Dra. Maritta Koch-Weser, apresentou, nesta sexta-feira (28), o projeto “Rainforest Business School”, uma escola que, segundo ela, oferecerá cursos de especialização com o objetivo de aprendizagem em campo.

“A Escola é apenas uma possibilidade, mas precisamos de um mosaico de possibilidades para uma valorização ainda mais forte e real da bioeconomia da Zona Franca de Manaus (ZFM)”, disse.

A proposta foi apresentada durante a Webconferência “Zona Franca de Manaus: Sustentabilidade e Bioeconomia”, promovida pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) para discutir assuntos relacionados à preservação e melhorias da Zona Franca de Manaus. Com a abertura feita pelo presidente do TCE-AM, conselheiro Mario de Mello, o evento foi mediado pelo corregedor do Tribunal, conselheiro Júlio Pinheiro.

Durante a palestra intitulada “Conhecimento: Fundamento do Crescimento Econômico com a Floresta”, a pesquisadora ressaltou a importância de estudos para o crescimento da Zona Franca e fortalecimento da bioeconomia.

“São necessários mais incentivos intelectuais que visem aprender sobre as bioeconomias passadas e assim gerar conhecimento para apoiar e melhorar as futuras”, disse Maritta Koch-Weser.

Segundo ela, os quatro elementos que norteiam o projeto da Rainforest Business School são, entre outros, a “Valorização da Biodiversidade”, que tem como objetivo promover um crescimento em pesquisa e desenvolvimento, além da criação do Instituto de Tecnologia da Amazônia, uma espécie de MIT para o fortalecimento de pesquisas em torno da Biodiversidade Sustentável.

“Precisamos que o capital destinado à esta área seja protegido e bem utilizadas”, ressaltou a pesquisadora.

Discussões

A programação iniciou com uma palestra proferida pelo amazonense Mauro Campbell, ex-procurador geral do Ministério Público do Estado (MPE-AM) e atual ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele abordou os aspectos tributários e ambientais que envolvem a Zona Franca, analisando o contexto histórico, suas mudanças, e a atual realidade ambiental e financeira pelo modelo de desenvolvimento.

Também participou da webconferência o advogado do Núcleo de Direitos Indígenas e diretor-executivo do Instituto Escolhas, Sérgio Leitão.

Após as apresentações, iniciou um debate a respeito das mesmas pelo senador da República pelo Amazonas, Eduardo Braga; com o presidente da Federação das Indústrias do Amazonas, Antônio Silva, e com o diretor-presidente do Grupo Bemol, Denis Minev.

Com informações da assessoria