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PF repreende delegado que pede apuração sobre Aécio e Temer

A polícia federal afirmou que as declaração do delegado "são de cunho exclusivamente pessoal e contrariam o normativo interno" - Imagem: Reprodução/Facebook
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A Polícia federal desautorizou, nesta segunda-feira (9), o delegado Milton Fornazari Jr., que, no último sábado (7), publicou em seu perfil no Facebook que, após a prisão de Lula, “agora é hora de serem investigados, processados e presos os outros líderes de viés ideológico diverso que se beneficiaram dos mesmos esquemas ilícitos que sempre existiram no Brasil (Temer, Alckmin, Aécio etc)”.

 

Segundo nota divulgada pela PF, o delegado “não é responsável pela Delegacia de Combate à Corrupção e a Crimes Financeiros em São Paulo” tendo exercido a função apenas entre os meses de outubro de 2015 e novembro de 2016. A organização reiterou que “jamais se manifesta oficialmente por meio de perfis pessoais de seus servidores” e que “as declarações proferidas são de cunho exclusivamente pessoal e contrariam o normativo interno referente a manifestações em nome da instituição” e que, por este motivo “serão tomadas as medidas administrativo-disciplinares em relação ao caso concreto”.

Ainda no informe divulgado, “a PF reitera seu compromisso, como polícia republicana, de trabalhar de forma isenta, discreta e apartidária, nos estritos limites da lei”.

Abaixo, a íntegra da nota emitida pela PF:

1) O delegado de Polícia Federal Milton Fornazari Jr. não é responsável pela Delegacia de Combate à Corrupção e a Crimes Financeiros em São Paulo, tendo exercido a chefia da delegacia de 26/10/2015 a 2/11/2016.
2) O mencionado servidor não faz parte do corpo diretivo da PF em São Paulo e tampouco é porta voz desta instituição.
3) A PF jamais se manifesta oficialmente por meio de perfis pessoais de seus servidores.
4) As declarações proferidas são de cunho exclusivamente pessoal e contrariam o normativo interno referente a manifestações em nome da instituição, razão pela qual serão tomadas as medidas administrativo-disciplinares em relação ao caso concreto.
5) A PF reitera seu compromisso, como polícia republicana, de trabalhar de forma isenta, discreta e apartidária, nos estritos limites da lei.

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