Policlínica Antônio Aleixo terá ação de saúde voltada ao diagnóstico de hanseníase

FOTO: Julcemar Alves/Divulgação

A Fundação Alfredo da Matta (Fuam), a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) realizam, neste sábado (25), na Policlínica Antônio Aleixo, zona leste de Manaus, uma ação de saúde que vai ofertar exames dermatológicos à população. A programação é em alusão ao Janeiro Roxo, mês em que se trabalha a sensibilização da sociedade com relação à hanseníase.

Os atendimentos serão realizados de 8h às 12h, com demanda livre, sem a necessidade de agendamento. Além dos exames dermatológicos, a ação também vai oferecer testes rápidos para HIV, atendimento ginecológico e em oftalmologia. No local também serão oferecidos alguns serviços de embelezamento, como cortes de cabelo, e emissão de documentos.

De acordo com os organizadores, os casos suspeitos de hanseníase serão encaminhados para fechamento de diagnóstico da doença à Fuam ou às unidades de saúde do município que também realizam o tratamento.

O coordenador do programa de controle da hanseníase do Amazonas, José Yranir Nascimento, ressalta que o exame de pele para detectar a doença deve ser feito pelo menos uma vez por ano. “Todos os postos de saúde da capital estão habilitados e com pessoas treinadas para fazer esse exame. Qualquer mancha suspeita de hanseníase é investigada, e se for diagnosticada, é tratada”, afirma o coordenador.

José Yranir lembra que a hanseníase é uma doença que tem cura, e quanto mais cedo for diagnosticada, menores são as chances de deixarem sequelas. “O tratamento é gratuito. Pode durar um ano, nos casos mais complicados, ou seis meses, nos casos mais simples. Por isso a importância de diagnosticar no início”, explica o enfermeiro.

No Amazonas, o tratamento da hanseníase tem como porta de entrada a rede básica do Sistema Único de Saúde (SUS), de responsabilidade dos municípios. Os testes para diagnóstico são feitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e, após o exame e diagnóstico, o tratamento e acompanhamento pode ser feito nas próprias unidades de saúde, assim como na Fuam, que é o Centro de Referência.

Dados

O Amazonas está entre os 10 estados brasileiros com as menores taxas de detecção de casos novos de hanseníase, ficando na 9ª posição. De 2010 a 2019, foram notificados 5.425 casos novos de hanseníase no Amazonas. Durante a década, houve uma redução de 42,7% no número de casos no estado. Em 2010, foram 707 casos confirmados, e em 2019 o número foi de 405.

Buscando ampliar e descentralizar o combate à doença no Amazonas, em 2019 foi criado o projeto Ação pela Eliminação da Hanseníase (Apeli). O projeto leva ao interior do estado uma frente de ações para educação, exames, tratamento e organização estratégica, práticas importantes para o combate à hanseníase e outras doenças dermatológicas, além das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Com informações da assessoria (*)

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