Projeto conta experiência de universitários durante a pandemia: ‘Tive que extrair forças’

foto: divulgação/Assessoria

O curso de Pedagogia da Faculdade Santa Teresa criou um projeto chamado “O ensino não parou – Histórias de Superação”, com relatos dos estudantes sobre as experiências que viveram durante a pandemia de coronavírus, enfrentando, no dia a dia, sentimentos como tensões, incertezas e perdas, e participando de um novo formato de ensino, com aulas remotas mediadas através da tecnologia.

Segundo a coordenadora do curso de Pedagogia da instituição, Kelen Marcião, a iniciativa se propõe ouvir a experiência dos alunos com as aulas remotas e entender o impacto que tiveram no isolamento social.

A coordenadora, tem doutorado em Educação, com ênfase em Formação de Professores, criou um espaço virtual de diálogo, por meio do qual os universitários tiveram apoio ao longo do semestre. “A pandemia pegou todo mundo de surpresa e, em pouco tempo, todos tivemos que nos adaptar a uma nova rotina, lidar com pessoas doentes na família, problemas emocionais, perdas de entes queridos e ainda dar conta da vida acadêmica”, afirma.

Além de valorizar o esforço dos estudantes, divulgando seus relatos nas redes sociais da instituição, a Faculdade Santa Teresa também pretende, com a iniciativa, fazê-los refletir sobre a realidade, contribuindo assim para a formação de profissionais que exerçam suas atividades com empatia, humanidade, autocrítica e inclusão.

Histórias de Superação

Entre os relatos que fazem parte do projeto está o de Nazenilda Maria dos Santos, que conta que viu a sua vida virar de ponta cabeça com a pandemia, logo no início da vida universitária. A aluna perdeu o emprego e as possibilidades de procurar um novo diminuíram com o isolamento.

“A internet várias vezes me deixou na mão e o celular seguiu o mesmo caminho, na hora de baixar aplicativos para acompanhar as aulas, mas aos poucos fui conseguindo resolver isso e agradeço o esforço dos professores que se empenharam ao máximo na transmissão dos conteúdos e, mesmo com todas as nossas inseguranças, foram nosso porto seguro”, disse Nazenilda.

Já a aluna Daniele Cristina Castro revelou a gangorra de emoções que sofreu durante a pandemia. “As dúvidas eram imensas: Será que tudo o que estão divulgando é verdadeiro? Como prosseguir com meus estudos? Será que consigo? Por que agora as leituras dos textos recomendados parecem mais complexas? Por que não consigo manter o foco? Nossa, está difícil. Fiquei confusa, tive pânico, pensei que não era capaz, e eu me cobro bastante”, pontuou.

Além disso, a estudante também pegou Covid-19, porém, com os sintomas mais brandos da doença. E, quando parecia que as coisas iam melhorar, repentinamente perdeu o seu pai acometido pela doença. “Assim como todo o mundo que enfrentou problemas e perdas, eu tive que acreditar no meu potencial e extrair forças internas para prosseguir na busca de dois dos meus maiores objetivos pessoais: obter minha graduação e me formar como uma educadora. Para realizar estes sonhos, contei com o apoio e orientação de professores que me inspiram, ao dedicarem-se com tanto esmero e amor à esta importante missão. Eles também são humanos, tiveram que encarar as suas próprias incertezas, mas mantiveram-se focados para proporcionar aos alunos o melhor ensino, repensando métodos, adequando-se às metodologias remotas e oferecendo tanto um suporte educacional quanto demonstrando uma grande empatia com todos”, reconheceu Daniele.

Para a professora Bianca Santos Bento da Silva, a experiência das aulas em um contexto de pandemia está sendo desafiador para estudantes e educadores. “Os dilemas enfrentados e os modos de reinvenção das práticas e das interações nos mobilizam diariamente. Contudo, esses fatos também nos direcionam a aprendizados contínuos e de partilhas em novos espaços. Movida pelo empenho e pela dedicação de nossos acadêmicos e, ainda, sob a responsabilidade de suas formações para todo e qualquer tempo, é que sigo confiante”, assegura.

Com informações da assessoria de imprensa*