Risco de surto de febre amarela no Amazonas é mínimo, diz FVS

O número pequeno de casos no Amazonas deve-se a alta cobertura vacinal do estado, que é acima de 80% da população- foto: divulgação/Susam

A explosão de casos de febre amarela na região Sudeste do país tem preocupado o Brasil. No entanto, o risco de surto da doença no Amazonas é pequeno, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Nos últimos quatro anos, apenas cinco casos de febre amarela foram confirmados no Amazonas e todos registrados nas zonas rurais, já que, no estado, o vírus circula apenas em área silvestre.

O número pequeno de casos no Amazonas, segundo o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Bernardino Albuquerque, deve-se a alta cobertura vacinal do estado, que é acima de 80% da população. Nos últimos 20 anos, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a considerar que uma dose única da vacina é válida para imunizar a pessoa por toda a vida, mais de 7 milhões de doses foram aplicadas em postos de saúde do Amazonas.

“Temos hoje no Amazonas uma cobertura vacinal que podemos considerar boa. Nos últimos dez anos, a nossa cobertura corresponde a um pouco mais de 80% da população e, se formos pegar essa cobertura desde o ano em que foi implantada a vacinação de rotina desta doença, temos mais de 7 milhões de doses aplicadas. Isso nos dá tranquilidade para afirmar que não temos praticamente nenhuma possibilidade de surto de febre amarela. O que pode acontecer são casos esporádicos, mas não surtos ou endemias”, esclareceu Albuquerque.

O Amazonas é considerado área endêmica para febre amarela, por conta da circulação do vírus silvestre em locais de floresta. Ou seja, há ocorrência esporádica de casos da doença, em pessoas não vacinadas que entram em áreas de floresta, onde o vírus circula. Por isso, a vacina de febre amarela faz parte do calendário de imunização da população e é disponibilizada durante todo o ano, gratuitamente, em todos os postos de saúde do interior e da capital.

Caminho

As vacinas são encaminhadas pelo Ministério da Saúde e disponibilizadas pela FVS, mensalmente, às secretarias municipais de Saúde, responsáveis pelas ações de imunização. O calendário vacinal preconiza que todas as crianças recebam a vacina aos nove meses de vida, com reforço aos 4 anos. Assim a proteção está garantida para a vida toda. No caso dos adultos não vacinados, é necessária apenas uma dose para a proteção contra a doença.

Em 2016, a Gerência de Imunizações da FVS-AM disponibilizou aos municípios 618.910 doses de vacina e em 2017, 528.530 doses para aplicações de rotina. “É importante ressaltar que a vacina tem validade para toda a vida, ou seja, é necessário tomar uma dos e só. No entanto, é recomendado tomar esta vacina pelo menos 10 dias antes de adentrar em áreas de mata”, destacou.

Casos especiais

Para pessoas que não tem indicação para receber a vacina, como gestantes não imunizadas e crianças menores de nove meses, a FVS orienta que sejam evitadas áreas rurais ou de floresta fechada. “Se a pessoa não puder evitar a exposição, é recomendado que use repelentes, além de proteger o corpo com camisas de mangas e calças compridas”, explicou o especialista.

Com informações da assessoria