RJ: Falso ‘sugar daddy’ suspeito de estuprar e ameaçar mulheres é preso

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Um homem que fingia ser milionário para aplicar golpes em mulheres foi preso preventivamente na tarde de quinta-feira (22), no Rio, por agentes da 20ª DP (Vila Isabel). De acordo com a polícia, Eliézer de Queiroz Moreira, de 33 anos, é suspeito de estuprar e ameaçar vítimas. As informações são do G1.

O delegado responsável pela investigação, Cristiano Maia, contou que Eliézer vai responder por quatro crimes.

“Ele fez mais de 50 mulheres de vítimas, algumas de outros estados, que gastaram dinheiro para vir ao Rio. Ele já foi denunciado, vai responder por quatro crimes: estupro, estelionato, constrangimento ilegal e corrupção de menores. Se condenado, pode pegar mais de 30 anos”, detalhou.

Eliézer usava perfil falso em um site de relacionamentos para atrair as vítimas. Uma reportagem exibida em agosto deste ano no Fantástico mostra que ele se apresentava como “sugar daddy” — homem que oferece a mulheres dinheiro ou pagamento de contas, além de presentes e viagens, em troca de um relacionamento.

Em uma rede de relacionamentos, Eliézer se passava por outra pessoa e exibia fotos do jornalista americano Freddy Shermann, com carros e itens de luxos, como sendo ele.

Durante as conversas, o falso milionário dizia às mulheres que tinha um sobrinho, que sofria de depressão, e elas poderiam se relacionar com ele em troca de presentes, dinheiro e outras vantagens.

O tal sobrinho era, na verdade, Eliézer, o mesmo que aplicava os golpes. No entanto, as vítimas acreditavam na história do “sugar daddy” pois recebiam um comprovante de pagamento antes do encontro. Um deles chegou a ter valor de R$ 7 mil.

Somente depois as vítimas descobriam se tratar de um golpista, que ameaçava, agredia e abusava das vítimas, de acordo com as investigações da polícia.

“Ele marcava os encontros sempre às sextas-feiras e mandava o comprovante do depósito. As vítimas arcavam com os custos de motel, restaurantes, achando que receberiam o dinheiro para cobrir os gastos. Quando chegava na segunda, o dinheiro não caía na conta delas, e somente nesse momento elas ficavam sabendo que foram vítimas dele”, revelou o delegado.