Ronaldinho Gaúcho e Assis chegam ao Rio após quase 6 meses presos no Paraguai

Foto: Marcos Serra Lima

Seis meses após ser preso ao tentar ingressar no Paraguai com passaportes e documentos falsos, o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho voltou ao Brasil. Junto ao irmão Roberto de Assis, ele chegou ao Rio de Janeiro na tarde desta terça-feira (25) junto ao advogado Sérgio Queiroz.

Segundo informações do G1, o avião que trouxe Ronaldinho, seu irmão e seu advogado decolou às 13h42 em Assunção, no Paraguai, chegando à capital carioca pouco depois das 16h40.

A soltura

Após uma longa ‘novela’ envolvendo o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis, ambos foram liberados pela Justiça do Paraguai e já podem voltar para casa. A liberação de Ronaldo de Assis Moreira e Roberto de Assis ocorreu após pagamento de multa de 1,1 milhão de reais, convertidos para a moeda local.

Eles foram presos ao tentarem entrar no Paraguai utilizando documentos e passaportes falsos no mês de março. Outras três pessoas também foram presas na ocasião, ainda no começo da pandemia de Covid-19 no Brasil. De acordo com o promotor paraguaio Federico Delfino, existia um processo de naturalização no Paraguai aberto para Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis Moreira. Segundo ele, o procedimento corria à revelia dos dois brasileiros.

A audiência preliminar, conduzida pelo juiz Gustavo Amarilla nesta segunda-feira (24), foi marcada após o Ministério Público do país concluir as investigações sem provas de que eles estariam envolvidos com lavagem de dinheiro e a produção dos documentos falsos. O pedido da suspensão condicional do processo foi feita ao judiciário no dia 7 de agosto.

Conforme a decisão, Ronaldinho Gaúcho deve pagar mais de R$ 500 mil e o irmão dele, condenado por uso dos documentos falsos, mais de R$ 600 mil. Conforme sugerido pela defesa, o valor da multa de R$ 1,1 milhão será descontado dos mais de R$ 8,9 milhões depositados como fiança, em abril, para a concessão da prisão domiciliar. Segundo o juiz, cerca de R$ 7,8 milhões serão ressarcidos à dupla.

Como a Justiça acatou o pedido do Ministério Público, após o prazo legal, o processo será arquivado. O juiz informou ainda que o valor da multa será utilizado no combate à Covid-19 no Paraguai.