Saiba o que fazer para evitar a diabetes e como a doença ataca o organismo

foto: divulgação

No dia 14 de novembro, foi instituído pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial do Diabetes, para reforçar a conscientização a respeito de quem sofre da doença, principalmente em relação a sua prevenção e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes.

Os números assustam e ajudam a avaliar o tamanho do desafio para combater essa doença. Acredita-se que cerca de 250 milhões de pessoas no mundo têm diabetes. Ainda de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil, existem, atualmente, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes e esse número tende a aumentar.

De acordo com a médica endocrinologista, Natasha Vilanova Dinardi, da Clínica Instituto Corporal, credenciada ao Sistema Hapvida em Belém (PA), o sedentarismo e a má alimentação continuam sendo os grandes vilões para o agravamento da doença. “Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes continuam sendo a idade, sobrepeso e obesidade, etilismo, tabagismo, consumo de açúcares e gorduras em excesso, sedentarismo e histórico familiar”, destaca ela.

A médica ainda ressalta que tipo de pessoas podem estar no grupo de risco e que medidas podem ser tomadas para evitar a doença. “No grupo de risco estão: diagnóstico prévio de pré-diabetes; hipertensos; portadores de colesterol alto; pessoas com sobrepeso ou obesidade; parente de primeiro grau portador de diabetes; portadora de síndrome dos ovários policísticos; histórico de diabetes na gestação”.

“Já a prevenção sempre vai ser a nossa prioridade. Orientamos manter hábitos alimentares saudáveis, como o consumo de alimentos in natura, proteínas, grãos integrais, verduras, legumes, frutas e hortaliças. Minimizar o consumo de alimentos ultraprocessados. Além de praticar regularmente exercícios físicos, no mínimo três vezes na semana durante 50 minutos, totalizando 150 minutos semanais. Evitar o consumo de bebida alcoólica e cessar o tabagismo. Além de periodicamente acompanhar seus exames laboratoriais para aqueles que fazem parte do grupo de risco”, destaca a médica.

No Brasil, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como diabetes, são responsáveis por mais de 70% das mortes, sendo que o excesso de peso é o maior fator de risco para o aumento da doença.

Mas afinal você sabe o que é diabetes?

Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz.

Mas o que é insulina?

É um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizá-la, depois que a obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto – a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Principais tipos de diabetes

Diabetes tipo 1 – onde o sistema imunológico do corpo ataca e destrói as células que produzem insulina.

Diabetes tipo 2 – em que o corpo não produz insulina suficiente ou as células do corpo não reagem à insulina. O diabetes tipo 2 é muito mais comum que o tipo 1.

Diabetes Gestacional

Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro.

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Outros tipos

São decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticoides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.).

Principais sintomas tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome frequente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.

Principais sintomas tipo 2: infecções frequentes; alteração visual (visão embaçada); dificuldade na cicatrização de feridas; formigamento nos pés; furúnculos.

Pré-diabetes

Pessoas que têm níveis de açúcar no sangue acima da faixa normal, mas não alto o suficiente para ser diagnosticado como tendo diabetes. É conhecido como pré-diabetes. Se o seu nível de açúcar no sangue estiver acima da faixa normal, o risco de desenvolver diabetes completo é maior. É muito importante que o diabetes seja diagnosticado o mais cedo possível, porque ele ficará pior se não for tratado.

Alimentação

A pessoa com diabetes deve consumir diariamente verduras (alface, almeirão, couve etc.), legumes (cenoura, pepino, tomate, abobrinha etc.) e frutas, preferencialmente crus, por possuírem maiores quantidades de fibras. As frutas devem ser consumidas em quantidades adequadas e distribuídas corretamente ao longo do dia. Nenhuma fruta é proibida para quem tem diabetes.

Todas as pessoas, inclusive aquelas com diabetes, devem procurar fazer suas refeições em horários semelhantes todos os dias. Recomenda-se realizar 5 a 6 refeições diárias, evitando “beliscar” alimentos entre as refeições e permanecer longos períodos sem se alimentar. Além disso, orienta-se comer devagar e sempre que possível, em companhia, com familiares, amigos ou colegas de trabalho ou escola.

Com informações da assessoria