Foto: Divulgação/Sejusc

Até a Terça-feira de Carnaval, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), realizará abordagens educativas em bandas e blocos de Manaus, para levar informação sobre temas voltados para direitos das mulheres, crianças e adolescentes, LGBT, idosos, discriminação racial e Pessoas com Deficiência (PcD). Neste fim de semana, as equipes do órgão estarão nas tradicionais bandas da Bica e da Difusora, no sábado (15), e no Boulevard, no domingo (16).

A titular da pasta, Caroline Braz, destaca que as abordagens educativas são importantes para sensibilizar a população sobre a questão da violência voltada para o público vulnerável, além de divulgar os serviços da rede de proteção oferecida pelo Estado.

“Durante a participação nos eventos, percebemos o interesse das pessoas pelos serviços oferecidos pelo Governo e muitas aproveitam a oportunidade para tirar dúvidas como denunciar e o funcionamento da rede, tem sido muito positivo”, afirma a secretária. “Estamos reforçando ainda a questão da portaria do Juizado da Infância e Juventude, que disciplina a entrada, permanência e participação de crianças e adolescentes nas festividades carnavalescas”.

Programação

Durante o Carnaval, a agenda de abordagens começa na sexta-feira (21), no Desfile das Escolas de Samba do Grupo de Acesso, no Sambódromo. Já no sábado (22), será a vez do Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial.

No domingo (23), as equipes da Sejusc estarão no Bloco das Piranhas, que será na Arena da Amazônia, a partir das 15h. No mesmo dia, às 16h, terá ação no Parque Cidade da Criança, no Aleixo, com distribuição de material educativo.

Na terça-feira (25), às 16h, a programação será na Banda do Galo, no Sambódromo.

“Nos eventos, teremos o apoio de delegacias móveis para auxiliar as mulheres que eventualmente forem vítimas de importunação sexual, além do Ônibus da Mulher, que tem uma equipe especializada para atendimento e apresentação dos serviços da rede de proteção oferecida pelo Governo”, adiantou Caroline Braz. “Neste ano, é a primeira vez que o Estado participa da campanha nacional contra a importunação sexual no período da folia, criado em 2017, por um coletivo de mulheres do Rio de Janeiro. Vamos distribuir adesivos e tatuagens temporárias do ‘Não é Não’”.

Campanhas

Em 2017, o grupo formado por Barbara Menchise, Aisha Jacob, Julia Parucker e Nandi Barbosa lançou a campanha “Não é Não” contra o assédio no Carnaval de rua do Rio de Janeiro. Com a proposta de colar uma tatuagem temporária nas mulheres durante a folia, as amigas reuniram 40 aliadas do projeto em um grupo de WhatsApp e conseguiram arrecadar cerca de R$ 3 mil e fizeram 4 mil tatuagens.

No segundo ano, o movimento chegou a mais quatro estados (Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e Bahia) e, em 2020, chegou ao Amazonas.

A Sejusc também lançará a campanha “O que Fazer Se” nas redes sociais para reforçar a importância das denúncias para o combate aos crimes.

Canais de denúncia

Vítimas de importunação e violência sexual no período do Carnaval podem realizar denúncias por meio de diferentes canais, dentre eles o disque 190, 180 e 181, da Central de Atendimento à Mulher, além de qualquer posto policial e da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM).

Para quem precisa de orientação sobre como proceder em casos de importunação e violência sexual, a Sejusc dispõe do Serviço de Apoio Emergencial a Mulher (Sapem), com anexos localizados na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher, na avenida Mário Ypiranga, n° 3395, e na rua Nossa Senhora da Conceição, s/n, bairro Cidade de Deus.

O Sapem integra a Rede de Atenção em Defesa dos Direitos da Mulher e atua diretamente no combate e enfrentamento à violência doméstica e familiar, mas também pode ajudar na orientação em casos de importunação e violência sexual, que podem ocorrer nas festividades de Carnaval.

*Com informações da assessoria