Sem acordos, greve dos funcionários dos Correios continua

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Terminou sem acordo audiência de conciliação do Tribunal Superior do Trabalho com a direção dos Correios e as representações sindicais.

Por causa da falta de consenso, a ministra Kátia Arruda marcou para o próximo dia 21 o julgamento do Dissídio de Greve pelo TST.

A greve nos Correios teve início dia 18 de agosto. Os trabalhadores querem a manutenção de cláusulas retiradas do acordo coletivo.

O documento foi assinado ano passado e tinha validade de dois anos. Mas a direção dos Correios conseguiu suspender no STF a cláusula que estendia o acordo até 2021.

Com a decisão, o acordo passou a ter validade de apenas um ano e expirou em agosto.

No novo documento, a empresa retirou 70 das 79 cláusulas, com direitos como vale-alimentação, licença maternidade de 180 dias, indenização por morte, auxílio para filhos com necessidades especiais. Além do pagamento de adicional noturno e das horas extras.

A Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios divulgou nota em que orienta os trabalhadores na manutenção e ampliação da greve, que completou 25 dias nessa sexta-feira.

Segundo a Federação, a empresa não apresentou nova proposta de conciliação e não abre mão de manter o acordo coletivo com apenas nove cláusulas.

Também em nota, a direção dos Correios afirmou que desde o início da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, tem sido transparente sobre a sua situação econômico-financeira, agravada pela crise mundial causada pela pandemia de Covid-19.

A empresa disse que tem preservado todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios concedidos aos trabalhadores.

Os Correios afirmaram ainda que estão trabalhando para reduzir os efeitos da paralisação parcial dos empregados.

As informações são da Agência Brasil