Senador se manifesta contra a liberação de uso e plantio de maconha no Brasil

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) se manifestou nesta segunda-feira (10) em Plenário contra qualquer possibilidade de liberação de maconha (Cannabis sativa) no Brasil. Criticou o videoclipe lançado recentemente pela cantora Ludmilla, que, na sua opinião, fazia apologia da droga. Segundo ele, que solicitou providências ao ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, a artista cometeu um crime. Afirmou não reconhecer o clipe como “liberdade de expressão”. Aliás, o considera crime e, como tal, “tem que ser punido”.

— Vou trabalhar com toda a minha energia para que jamais a maconha seja liberada no Brasil, porque ela causa tudo aquilo que o cigarro faz, oito vezes mais potente, mas atinge também o cérebro, a cognição. Afasta pai de filho, mãe de filho, destrói família, potencializa a esquizofrenia. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, que reúne mais de oito mil médicos no Brasil, a maconha é terrível, terrível. Está lá a nota da Associação Brasileira de Psiquiatria para quem quiser pesquisar no Google para ver os índices — declarou.

Girão afirmou que a maconha não é uma droga leve como muitos imaginam. Ele mencionou estudos seguindo os quais trata-se de um entorpecente “potente e com grande capacidade de destruição”, principalmente entre os jovens. Para o senador, o lobby em favor da erva, tanto para fins medicinais quanto para fins recreativos, se deve à queda da indústria tabagista. Lembrando que a maconha contém mais 500 substâncias, Girão sugeriu que a indústria farmacêutica produza medicamentos com os princípios ativos, sem necessidade de liberar o plantio. Para ele, os países que legalizaram o uso da maconha não tiveram êxito.

— A maconha, que foi liberada em alguns países, como o Uruguai, com o argumento de que ‘ah! vai diminuir o tráfico’… Muito pelo contrário, aumentou em 45%… Além de aumentar o tráfico, a violência no Uruguai, após a liberação da maconha, aumentou em 45% nos últimos dois anos. O consumo, nem se fala! Explodiu entre os jovens. Então, a gente não quer isso, absolutamente, para o Brasil — afirmou o senador.

Girão também elogiou o trabalho das comunidades terapêuticas na recuperação de adictos e aplaudiu o ministro da Cidadania, Osmar Terra, que, igualmente contrário à liberação do consumo de maconha, aumentou o apoio federal para o ampliação de vagas nessas instituições.

As informações são da Agência Senado