Servidores da SEDUC vão avaliar contraproposta do Governo

Ainda de acordo com o Asprom, caso os sindicalistas rejeitem a contraproposta, não haverá acordo com o governo e a greve continuará por tempo indeterminado até haver nova contraproposta

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e o Sindicatos dos Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical) receberam, nessa sexta-feira (10) a contraproposta do Governo do Amazonas de reajuste salarial em 4,73%. Essa foi a última reunião da Comissão de Negociação criada para atender as demandas dos profissionais da educação, que já estão em greve há 26 dias.

Além do reajuste salarial, o governo ofereceu ainda o reajuste de auxílios alimentação e localidade, em percentuais de até 233%, e a ampliação do vale-transporte dos professores que cumprem 40 horas.

A presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, informou que a contraproposta será discutida com os demais docentes a partir desta segunda-feira (13) e na terça-feira (14) acontece a assembleia geral da categoria.

“A ideia é apresentar a proposta e colher sugestões dos outros professores das zonas” disse Ana Cristina Rodrigues.

O Asprom também informou que vai debater a contraproposta nas assembleias do sindicato. “A proposta é de nosso conhecimento e agora nós iremos levar para a nossa categoria em assembleia, onde a categoria irá avaliar, discutir e deliberar sobre”, afirmou Helma Sampaio, coordenadora do AspromSindical.

Ainda de acordo com o Asprom, caso os sindicalistas rejeitem a contraproposta, não haverá acordo com o governo e a greve continuará por tempo indeterminado até haver nova contraproposta.

Governo

O Governo informou que, com o oferecido aos profissionais da educação, o Estado chega ao limite máximo do que pode oferecer à categoria em 2019, sob pena de comprometer o pagamento de todos os servidores e o bom funcionamento dos serviços públicos.

Além disso, para atender e não infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Governo irá encaminhar, junto ao Projeto de Lei (PL) da data-base, uma proposta para transformar o auxílio em verba indenizatória. Hoje, como verba remuneratória, o Estado está impedido de reajustar.

Fonte: radar amazônico