Ramerson Albuquerque, o “Gogonha”, foi baleado ainda no carro no beco Tarumã, saiu do veículo e terminou de ser executado na rua. Morte teria relação com a guerra interna da FDN. Foto: Divulgação

Durante um tiroteio no beco Tarumã, na Praça 14 de Janeiro, zona Centro-Sul, na tarde deste sábado (4), o traficante Ramerson Albuquerque de Oliveira, conhecido como “Gogonha”, intitulado dono do tráfico de drogas na Praça 14, foi executado com 5 tiros.

No crime, foi baleado no braço Hilton Mário Souza Albuquerque, socorrido e levado ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto. O traficante chegou a ser socorrido agonizando por familiares e levado ao 28 de Agosto, mas não resistiu aos ferimentos.

Briga “João Branco” x “Carnaúba”

A suspeita é de que a execução seja por conta da briga pelo comando do tráfico entre facções criminosas ou mais uma evidente prova de racha entre os chefões presos da terceira maior facção do Brasil, a Família do Norte (FDN), entre os narcotraficantes João Branco Carioca, o “João Branco”, e Gelson Carnaúba, o “Mano G”. Ambos estão detidos no presídio de segurança máxima de Catanduvas.

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Não há informação de quantos suspeitos atuaram nos dois homicídios. “Gogonha” ficou conhecido após suceder outro traficante famoso da cidade, que chefiou o tráfico na Praça 14 entre os anos 90 e 2000. Após a morte do Bebeto, Gogonha formou junto com Denilson Silvio Ferreira da Silva, o “Sássa”, e Rubens Rodrigues Marques Júnior, “Rubão”, no chamado “Comando 14”, facção que manda na zona vermelha no bairro.

Chacina

Os traficantes seriam, na época, aliados do Primeiro Comando da Capital (PCC). Com a chegada da Família do Norte, muitos migraram de facção. Na chacina ocorrida no início do ano, no primeiro dia de 2017, “Gogonha” se juntou com Rony e Coquinho do Morro, passando a declarar guerra para os soldados da FDN Gregório da Graça Alves, o “Mano Greg”, e Kaio Wellington Cardoso dos Santos, o “Mano Kaio”.

O traficante Ramerson Albuquerque conseguiu expulsar a tiros de fuzil os “soldados”, configurando um racha interno na FDN. Segundo fontes, ele seria aliado do narcotraficante “João Branco” para criar a emergente facção chamada de “FDN Pura”.

Ramerson Albuquerque havia sido preso em 2012, identificado pela Polícia Civil como um dos maiores traficantes da Praça 14. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para fazer a remoção do corpo. O caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Fonte: Portal do Marcos Santos

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