Foto: Divulgação/CMM

As 572 famílias vítimas do incêndio no bairro Educandos, zona sul, ocorrido no dia 17 de dezembro de 2018, continuam sem uma resposta sobre novas moradias por parte do Governo do Amazonas. A denúncia foi feita pelo vereador Alonso Oliveira, na manhã desta terça-feira, 3 de março, durante seu pronunciamento na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

De acordo com ele, há um descaso por parte do executivo estadual, uma vez que a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) aprovou emendas de R$ 21 milhões para as pessoas afetadas pelo incidente, cerca de R$ 35 mil para cada família, valor que ainda não chegou às mãos das vítimas, que estão há 14 meses sem uma resposta.

“Depois de todo esse tempo, o governo não conseguiu uma solução definitiva para as famílias do Educandos, mas há dinheiro para várias regalias. É vergonhoso esse descaso por parte do executivo estadual, que inclusive está deixando várias de suas responsabilidades nessa situação para a prefeitura de Manaus. Essas pessoas estão cansadas de esperar e eu, sinceramente, deixei de acreditar nas promessas feitas pelo governador”, disse o vereador.

Alonso fez questão de lembrar que a emenda concedida pelos deputados, representa apenas 0,0001% de todo o orçamento do Estado e foi destinada para atender uma demanda eminente, uma calamidade pública, segundo o parlamentar.

Em dezembro do ano passado, o prefeito Arthur Neto anunciou que cem, das 500 unidades da etapa A do conjunto Cidadão Manauara 2, na zona Norte, serão destinadas para moradores que foram vítimas do incêndio no bairro Educandos e prorrogou o auxílio-aluguel por mais seis meses.

PAC – Ainda em seu pronunciamento, o vereador Alonso denunciou também o abandono do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) do Educandos. De acordo com ele, a estrutura do prédio está completamente depredada e não há a oferta de serviços essenciais.

“E estrutura foi saqueada, não a segurança e os serviços são precários. Recebemos diversas denúncias em relação ao PAC e em uma visita, constatei que ele está praticamente abandonado. Aquele já foi um posto de atendimento de referência, hoje é motivo de dor de cabeça para a população”, contou o vereador.

(*) Com informações da Assessoria