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Vício em videogame é reconhecido como doença pela OMS

Em casos extremos, os jogadores que não conseguem se distanciar de uma tela desistem da escola, perdem empregos e ficam isolados dos amigos e da família- foto: divulgação
Redação
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O videogame pode viciar da mesma forma que a cocaína ou o jogo, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (18) em uma atualização da Classificação Internacional de Doenças (CID-11).

“Depois de consultar especialistas em todo o mundo e revisar as evidências de maneira exaustiva, decidimos que essa condição deveria ser acrescentada”, disse à AFP Shekhar Saxena, diretor do departamento de saúde mental e abuso de substâncias da OMS.

O “distúrbio de games” on-line e off-line é agrupado com os “transtornos relacionados ao uso de substâncias ou comportamentos viciantes” na 11ª edição da CID, a primeira grande revisão em quase três décadas.

A OMS anunciou em janeiro que o problema seria reconhecido como uma condição patológica. Os principais sintomas incluem “controle deficiente” – notavelmente a incapacidade de parar de jogar – e se concentrar no jogo excluindo todo o resto.

“A pessoa joga tanto que outros interesses e atividades são ignorados, incluindo dormir e comer”, disse Saxena por telefone.

Em casos extremos, os jogadores que não conseguem se distanciar de uma tela desistem da escola, perdem empregos e ficam isolados dos amigos e da família. A maioria esmagadora dos adeptos aos videogames é jovem, muitos deles adolescentes.

O comportamento sintomático deve continuar por pelo menos um ano antes de ser considerado perigosamente nocivo, de acordo com a nova classificação.

Cerca de 2,5 bilhões de pessoas – uma em cada três no mundo – jogam algum tipo de jogo gratuito em telas, especialmente em telefones celulares, mas o distúrbio afeta apenas uma “pequena minoria”, disse Saxena.

As informações são da AFP

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